sexta-feira, 30 de maio de 2008

Fundação Iberê Camargo - O início

Hoje é um dia especial. O dia 30 de maio de 2008 marca a inauguração da nova sede da Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre.
O novo prédio promete transformar a Capital gaúcha em referência nacional - e internacional - no campo das artes, da museologia e da arquitetura. Prova disso foi a matéria especial no The New York Times http://www.nytimes.com/2007/08/05/arts/design/05ouro.html?_r=1&pagewanted=1&sq=iberê&st=nyt&scp=1&oref=slogin

O projeto (polêmico, pelo bairrismo gaúcho - digno de outro post) é do arquiteto português Alvaro Siza, um baita profissional que, segundo ele, não admite rótulos. Busca o novo, sempre contrastando com o branco, releitura que utiliza pela lembrança das vilas de Portugal. A cor foi usada de propósito: para dar destaque às obras de Iberê Camargo. Confesso que no início achava estranho, sem uma identidade. Mas depois fui descobrindo aos poucos os porquês da obra.

A idéia é que haja um diálogo entre o que se expõe e o próprio espaço”, disse Siza.

O legal de tudo - e esse é o motivo do post - é que seu escritório projetou não apenas o prédio, mas todos os móveis e a sinalização interna do museu. O desenho das luminárias também é do arquiteto, ou seja, a arquitetura completa, pensada desde a interferência urbana, interagindo vegetação nativa e rio de forma harmônica, até o detalhe da comunicação visual, no final a obra toda se complementa, conversa. Coisa que prezo e pouco considerada pelos clientes.

A visitação é gratuita! Parada obrigatória na próxima ida a Porto Alegre, de preferência no final da tarde, e olhar o espetacular pôr-do-sol do Guaíba.

Um comentário:

Glenda Dimuro disse...

Pois é...será que bairrismo é a palavra certa? Aqui na Espanha o pessoal reclama tb que as obras mais espetaculares são feitas por arquitetos estrangeiros. E por quê, se aqui tem tanta gente boa??? Uma resposta que andou nos jornais essa semana me convenceu: os arquitetos (espanhóis) trabalham de forma artesanal, enquanto nos outros países da Europa a arquitetura já vem sendo encarada como negócio e empresa há muito tempo... Ou seja, o arquiteto trabalha sozinho, as vezes com um sócio, fazem dois, três projetos ao ano e embora tenham talento, nunca ficam conhecido além da esquina. Acho que tô começando a concordar com isso... os "grandes" arquitetos sabemos que não trabalham sozinhos. Tem muita gente por trás e muitas vezes nem eles mesmos são os sócios da empresa para qual trabalham. No final, é o nome "dele" que aparece, com mais de 50 pessoas nas entrelinhas. A hsitória dos egos tb faz parte da arte da arquitetura. Todo arquiteto quer assinar o seu projeto, mas a realidade pode ser outra, e pode ser dura. Bom, o tema tem muito pano pra manga...quem sabe a gente não segue o papo num próximo post? beijos!!!

Obrigado pela visita. Volte sempre!
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