terça-feira, 16 de setembro de 2008

Herzog e de Meuron em NYC

Dica do meu amigo arquiteto Guilherme Moraes. Mais um projeto a ser contestado.
Suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron, criadores do Ninho de Pássaro, divulgaram imagens de um novo projeto: um prédio “embaralhado” em Nova York, nos EUA. Os arquitetos projetaram essa torre de vidro com 57 andares, avaliada em US$ 650 milhões, para a região nova-iorquina de Tribeca. A construção deve ter início em meados de outubro.
Segundo a rede de TV “WNBC”, os arquitetos comparam o projeto com “uma pilha de casas no céu". Cada um dos 145 apartamentos tem um projeto diferente, o que dá esse visual “embaralhado” ao edifício.
Certamente, mais um projeto do "Estilo Duvidoso", moda entre os "star architects".


Peneirado no G1

5 comentários:

Anônimo disse...

Acho que o Brasil sim tem um estilo duvidoso. Cada vez que um novo shopping sai nas cidades brasileiras eu me pergunto , onde estão estes profissionais que " detonam" projetos como estes publicados aqui? Será que gostam do " belo exemplar de arquitetura" que temos espalhados por nossas cidades? Ou quem sabe as " belas torres néo clássicas" que surgem cada vez mais frequentes na nossa arquitetura que é tão melhor a ponto de despresarmos a arquitetura de fora? Olha francamente. Não é questão de defender ou não o projeto acima, mas no mínimo existe a idéia da inovação , da procura por outra forma de ver algo que já conhecemos. Pode não ser um exemplo de arquitetura, pode até ser de gosto duvidoso, mas é impossivel negar que obras como estas podem sim servir de alimento para futuros projetos mais bem elaborados e com qualidades superiores. O pompidu é um exemplo disso. Há quem goste, há quem odeie. Mas sua importância é inegável. No entanto, o que eu vejo aqui, é um desconhecimento por parte dos profissionais brasileiros ( grande parte), em relação ao que acontece atualmente em nosso país. Alguém algum dia vai usar uma torre de 20 andares e néo clássica como referência para algum projeto? Ela algum dia vai ser motivo de máteria em alguma revista ou livro sobre arquitetura? Não! E no entanto , é vendida como arquitetura no Brasil.Por que não críticar estas obras que merecem sim nossa revolta?

Guilherme Moraes disse...

Sr. Filipe.

Primeiramente neo-clássico não tem acento no n(é)o. Continuando, acho que deverias começar a comprar livros de teoria de arquitetura, de preferência os editados nas décadas de 40, 50 e 60, por que ainda hoje os usamos como base teórica para críticas e possíveis elogios as obras atuais. Com relação a detonar ou não os projetos, é uma questão particular com base em estudos realizados no decorrer dos anos, e não tentar simplificar as coisas em bonito e feio. Arquitetura é bem mais do que estar bonito e feio. Quanto a idéia de inovação, isso deve ser uma piada, não existe nada de inovação neste projeto. São estruturas metálicas com fechamento de vidro usadas por Mies Van der Rohe no final da década de 30, início da de 40, ou seja, quase a 100 anos atrás. O centro Pompidou é um objeto único, não lembro de ter sido copiado em algum outro museu ou em qualquer outro projeto, por isso é reconhecido, era novidade. E com relação a referência aos projetos neo-clássicos, toda arquitetura moderna, que ideintifica a arquitetura brasileira em sua grande parte, é baseada em algumas coisas na arquitetura neo-clássica.
Boa discussão...Assim tentaremos evoluir.

Anônimo disse...

Obrigado pela correcao! Caro colega, em primeiro lugar, em nenhum momento disse que o Pompiduo foi copiado. Apenas disse que sua importancia e inegavel. O que de fato e. E acho interessante comecar a comprar livros de preferencia editados nas decadas de 40, 50 e 60. No entanto o que se ve atualmente em nosso pais ou e resultado de um nao entendimento em relacao ao que estes dizem ou e um despreparo ao utilizar o material existente nos mesmos. Porque ao meu ver nossa arquitetura atual nao parece estar sendo beneficiada. Nossas faculdades se encaixam perfeitamente no proverbio que diz “ Quem sabe, faz, quem nao sabe ensina”. Ou seja, ha muita critica e pouca acao. Entao acabamos por criticar somente em funcao das literaturas existentes e o fazer de fato fica por conta de estrangeiros que mesmo antes de apresentaram alguma proposta sao criticados por algo que sinceramente não sei. Talvez por serem ousados. O que para grande parte dos professores de arquitetura no Brasil nao e visto com bons olhos. No meu ponto de vista, a critica da arquitetura nao fica nem deve ficar presa a uma unica linha bibliografica, ou qualquer linha que a defina como dogma. A critica evolui da mesma forma que a propria arquitetura. Rem Koolhass esta ai para provar isso, assim como Zaha hadid, Peter Zumthor, Peter Cook, Daniel Libeskind entre outros. Alguns podem dizer que a arquitetura destes arquitetos e contestavel, duvidosa etc... Tem quem nao concorde, mas tem quem aceite. A arquitetura e sua propria critica evoluirao dessa forma. Ate porque, o proprio modernismo nao foi visto com bons olhos quando surgiu. Ficar dependendo somente de conceitos que nao condizem com a realidade atual significa se prender ao passado. Veja bem, digo somente, porque sei da importancia destes ainda hoje. Acho no entanto que te-los como base fundamental de critica um erro. Defender a ideia de que " a forma segue a funcao", ou que " o menos e mais," atualmente corresponde a dizer que a "maquina de morar" moderna precisa de adornos para ser considerada arquitetura. Outra questao e a arquitetura neo clássica atual, ou a tentativa frustrada de utiliza-la em nossa arquitetura atual. Em nenhum momento discuti a questao da arquitetura moderna brasileira ter as influencias que tem. Ninguem discute isso. Mas estou falando da arquitetura atual! A Arquitetura moderna brasileira passou ha tempos embora alguns ainda busquem indiretamente provar o contrario. Mas se influenciar e uma coisa. Utilizar elementos classicos aleatorios como forma de " agregar um estilo classico", e decadente. Me refiro as aberracoes que surgem de tempos em tempos nas cidades brasileiras ( e nao so brasileiras) onde podemos ver desde shoppings ate torres residenciais com frontoes gregos!!! O que dizer disso? Pode-se ficar horas citando absurdos como estes, que alem de agredirem a arquitetura como tal ainda influenciam a populacao a aceita-los como arquitetura de fato. Aquilo nao e arquitetura. Nunca foi e nunca sera. E por fim, julgar o projeto em questao como sendo ultrapassado, por ter estrutura metalica e fechamento em vidro e uma critica um tanto quanto superficial. Digo então que a proposta e inadequada, e a critica sera tao superficial quanto. Muitos projetos se baseiam nestes dois elementos e nem por isso sao menos inovadores. A inovacao pode estar na estrutura, na forma , na cor, textura, na forma de utilizar elementos ja utilizados etc... E o fato da obra remeter a arquitetura de Mies Van der Hole, e uma qualidade e nao um defeito do projeto. Se procura por influencias, ai estao elas. Embora cada vez mais acredite que o profissional brasileiro procure nas referencias o unico meio de julgar se algo e bom ou ruim.
Se os autores de fato utilizaram estas referencias, nao se sabe, mas o projeto remete de fato ao arquiteto alemao, mesmo sendo submetido a criticas contrarias a proposta.

Filipe Saur Santos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Filipe Saur Santos disse...

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